Cristian Zuzanaga – Sofá de pixels
Cristian Zuzanaga design Espanhol, de 31 anos, cria sofá de pixels. O protótipo será produzido pela firma dinamarquesa Kvadrat e comercializado pela Moroso.
Portishead – Silence (2008)
Um vídeo e uma letra…
Esteja alerta para a regra dos 3
O que você dá retornará para você
Essa lição você tem que aprender
Você só ganha o que você merece
Jewel – Stronger Woman (2008)
Um vídeo e uma letra…
I guess you could say
I’m one of those girls
that’s always been with one of those guys
you know the type
like right now
he sleeps while I write
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A palavra Amor
“Estou apaixonado pelo amor, mas tão terrivelmente apaixonado que ponho a palavra em todo o lado, decomponho-a repetidamente em todas as letras que e escrita, vejo-a em tudo para onde olho, e noto-a em tudo o que noto, e sinto-a em tudo o que sinto, e deixo-a onde sempre quero, que e invariavelmente naquilo em que preciso para ser feliz, e chamo-lhe nomes baixinho, segredo-lhe suspiros ao ouvido, toco-a enquanto a escrevo nas linhas da mão.
E eu, que não sei bem se acredite ou não em Deus, acredito tanto nela que mesmo se Deus viesse para por ali o seu dedo, julgo que ficaria como eu, parado, deslumbrado, tão petrificadamente emocionado que acabaria por perceber que mais nada valeria a pena fazer, pois assim já estava perfeito. Até que, como um menino (em Deus-Menino acredito facilmente), rebolaria na areia até ficar croquete, esperaria na praia pela sétima onda para, corado, salgado, lançar ao mar numa garrafa, vidro verde meio baço, tampa cuidadosamente calafetada, uma mensagem em letra mal escrita de espuma de apenas uma palavra: AMO TRACINHO TE.
Gosto muito da palavra amor, mas gosto ainda mais daquilo para que ela serve.”
Pedro Strecht em ‘Preciso de ti’
Uma história parecida a uma outra
“Eu sou muito ligada às memórias do meu jardim, da minha casa, dos cheiros, das vozes das pessoas, do que eu imaginava para mim lá do alto da minha nespereira, um dos meus refúgios secretos. Ainda ouço o ranger da porta da escada principal, os sons, as luzes, os vitrais, o silêncio habitado, as sombras. Era uma casa maravilhosa.
Hoje custa-me muito passar lá na frente, aquela casa era MINHA, não pelo sentido físico da propriedade, mas era minha por dentro de mim, era parte de mim, era o meu palácio encantado, eu era uma princesa solitária, errante e sonhadora, e um dia ruiu o palácio e ninguém me avisou de nada.
Até hoje esse é o maior problema interno não resolvido da minha vida, a minha casa da Covilhã. Nunca lá voltei a entrar, nem no pátio de pedra da porta de entrada. Depois das obras e da venda, nem sequer espreitei. Passo por outras ruas, evito passar por lá… Jamais eu me permitiria ver, nem sequer imaginar, tudo como é agora. O meu mundo é meu e é sagrado. Aquela casa era sagrada, intocável.
Foi um outro tempo, posso conviver com quase todas as contrariedades da vida, mas essa é uma das mais difíceis, uma parte de mim ficou lá…….se eu pudesse recuperar a casa não hesitaria, não para reviver o passado, mas para continuar uma outra história.”
(texto/entrevista de Eugénia Melo e Castro,
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